Portugueses reclamam cada vez mais das telecomunicações

Segundo dados divulgados esta terça-feira pela Anacom, o total de reclamações relacionadas com os serviços de comunicações electrónicas cresceu 13,4% relativamente ao ano anterior. Um total de 78 239 reclamações, das quais mais de metade são relacionadas com questões relacionadas com os contratos de prestações de serviços.

A Anacom divulgou esta terça-feira que recebeu um total de 78 239 reclamações em 2014, o que representa um aumento de 8,9% relativamente a 2013 e que 84% destas reclamações são sobre telecomunicações. Estas cerca de 66 mil reclamações representam assim um aumento de 13,4% relativamente a 2013 e mais de metade relacionam-se com “questões relacionadas com o contrato celebrado para a prestação de serviços de comunicações”.

Os “problemas relacionados com a venda” representam 33,5% do total e o “cancelamento do serviço” representa 28%. Mas as reclamações nas quais se observou um maior crescimento foram as relacionadas com a facturação, que aumentaram 59,6%. O atendimento ao cliente, as avarias e os processos de portabilidade são os outros motivos que merecem reparo por parte dos consumidores, segundo os dados da autoridade reguladora.

Foi nos serviços telefónicos móveis e pacotes que se registou o maior aumento face ao ano anterior da taxa de reclamação, enquanto nos restantes serviços a taxa chegou a diminiur. O serviço fixo mantém-se ainda como serviço com menor número de queixas.

A NOS foi o prestador de serviço que tem mais reclamações, isto tendo em conta o total de clientes de cada prestador e Vodafone surge como o que conta com menos reclamações, apenas 1,16 por cada 1000 clientes.

Para além das comunicações electrónicas, os serviços postais registaram aproximadamente 8 mil reclamações, sendo responsáveis por 10,2% do total de queixas apresentadas à Anacom. Já a TDT teve a maior redução homóloga de 34,1%.

No seguimento das queixas recebidas a Anacom procedeu a 353 ações de fiscalização sobre serviços de telecomunicações e 270 sobre serviços postais. Em 2013 o regulador das telecomunicações levou a cabo 346 processos de contra-ordenação.

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