O melhor de nós

Cada um de nós tem agora uma nova responsabilidade. É mesmo verdade que podemos ser o que quisermos se soubermos para onde vamos e utilizarmos as armas que temos. É só por os olhos na equipa quase sem estrelas que, contra tudo e contra todos, soube lá chegar.

Ufa, que dias estes! Tantas emoções. Tantos festejos, tanto orgulho. Tanto Portugal que, afinal, nos une tanto. Tanta coisa para pensar. Tanta alegria para transformar em energia. Mas, e quando voltámos ao trabalho, o que será que em nós mudou? Como vai trabalhar uma nação que agora é campeã? Para onde vai? Para onde vamos?

Pouco a pouco vão voltar aos jornais as notícias do costume. O Brexit e a nova Europa que aí vem. Os refugiados que o verão vai trazer em marés cada vez mais vivas através do Mediterrâneo. A incerteza política e demográfica que virá pela Turquia, os desafios e provocações da Rússia, cada menos veladas, dirigidas agora a uma Europa politicamente à deriva e mais indefesa sem a capacidade militar do Reino Unido. Mais tarde, as eleições americanas, que vão ocupar todo tempo das notícias depois da olimpíada que vai ter lugar no Rio de Janeiro, essa cidade em chamas e à beira da bancarrota. E o terrorismo que virá sentar-se à nossa mesa com cada vez maior frequência. Foi já em Nice e na Promenade dos ingleses, no dia da Bastilha e da liberdade, e ainda nem tinha arrefecido a dor gaulesa dos futebóis.

E cá dentro? Vão voltar o défice, as ameaças das agências de notação financeira, as táticas de […]

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portugal DR

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