Licenciatura e mestrado em Ciências Forenses da CESPU com acreditação máxima

A licenciatura e o mestrado da CESPU em Ciências Forenses obtiveram acreditação máxima legal possível pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior: seis anos. Foi a primeira instituição universitária a alcançá-la em dois ciclos de estudos forenses.

A A3ES – Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior acreditou os dois ciclos de Estudos Forenses da CESPU por seis anos, o máximo legal possível. A decisão sobre a Licenciatura em Ciências Laboratoriais Forenses do Instituto Universitário de Ciências da Saúde da CESPU (IUCS-CESPU) – em Gandra, nos arredores do Porto – foi tomada pelo Conselho de Administração da A3ES na sua reunião de 20 junho de 2017, tendo sido agora divulgada. Já em 2016 a CESPU tinha obtido creditação máxima do Mestrado em Ciências e Técnicas Laboratoriais Forenses.

“Esta acreditação significa o reconhecimento do IUCS-CESPU como a instituição universitária que congrega mais de trinta áreas académicas forenses com doutorados e especialistas com grande atividade de investigação científica”, afirma o professor Ricardo Dinis-Oliveira, coordenador dos respetivos cursos na CESPU. “Até à data, o IUCS-CESPU é a única instituição portuguesa de ensino superior que tem um 1º e 2º Ciclo de Estudos em Ciências Forenses acreditados para o prazo máximo legal possível”.

Para esta decisão da A3ES terá pesado a constituição pela CESPU da única Unidade de Investigação em Ciências Forenses portuguesa com investigadores dedicados exclusivamente a esta área científica. O IUCS-CESPU assumiu, aliás, a sede administrativa e logística de toda a atividade da Associação Portuguesa de Ciências Forenses, com a qual só este ano já organizou mais quatro dezenas de formações contínuas em praticamente todas as áreas forenses. Por outro lado, o seu coordenador Ricardo Dinis-Oliveira foi também convidado para editor associado da revista internacional “Forensic Science Research”, da editora científica Taylor & Francis: ele e Teresa Magalhães coordenaram o “What Are Forensic Sciences?”, livro científico português disponível nos 13 “marketplaces” da Amazon.

“A licenciatura em Ciências Laboratoriais Forenses da CESPU oferece formação nos domínios químicos, médicos, bioquímicos, biológicos, matemáticos e biomédicos”, descreve Ricardo Dinis-Oliveira. “Esta formação é complementada com a experiência

de peritos do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, da Polícia Judiciária e de vários laboratórios portugueses e estrangeiros, os quais possibilitam que o estudante tenha formação em cenário real e contacte com os profissionais que regularmente realizam atividade pericial forense em Portugal”.

Duas das unidades curriculares dos cursos do IUCS-CESPU são dedicadas exclusivamente a perícias a fogos, balística e explosivos, uma matéria que os incêndios no centro do país trouxeram na última semana para ordem do dia.

O objetivo da CESPU é formar licenciados capazes de resolver problemas inerentes às perícias forenses e criminais, segundo procedimentos internacionalmente reconhecidos e respeitando os princípios científicos, sociais e éticos estabelecidos pelo sistema judicial. Os recentes avanços tecnológicos e científicos nesta área exigem a formação académica universitária dos futuros profissionais forenses em forças de segurança como a PJ, SEF, PSP e GNR, em serviços de informações, no apoio aos tribunais, em empresas de segurança privada e em companhias de seguros, no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, na fiscalização alimentar e ambiental ou em gabinetes de advocacia. O apoio às vítimas, os serviços de Reinserção Social, as autarquias e o ensino encontram-se entre as atividades que, cada vez mais, requerem profissionais deste ramo.

Na CESPU, para além da licenciatura, os estudantes poderão ingressar nos 2º e 3º Ciclos de Estudos, nomeadamente no Mestrado em Ciências e Técnicas Laboratoriais Forenses ou no Doutoramento em Ciências Biológicas Aplicadas à Saúde, ambos no IUCS-CESPU.  Ou, então, no Doutoramento em Ciências Forenses da Universidade do Porto que conta com vários profissionais e docentes que são também os coordenadores das diferentes áreas científicas da Associação Portuguesa de Ciências Forenses. Em qualquer dos casos, tratam-se de vias que permitem o desenvolvimento das competências de investigação dos estudantes.

Comments are closed.