As flores do mal

Excluindo a loucura, quando alguém castiga alguém só pode ser por dois motivos: porque quem apanha merece, ou porque quem bate precisa. A curto prazo, muito mais curto do que pensamos, a Europa unida vai acabar.

“A tolice, o pecado, o logro, a mesquinhez

Habitam nosso espírito e o corpo viciam,

E adoráveis remorsos sempre nos saciam,

Como o mendigo exibe a sua sordidez”

Charles Baudelaire, em As Flores do Mal

As notícias de última hora são um problema. Temos pensada uma coisa e depois, caros leitores, aparece outra tão importante que temos que arrumar na prateleira a ideia original. Não é justo. Sobretudo para o festival Músicas do Mundo que, em Porto Covo e Sines, está a encher de música um dos lugares mais bonitos de Portugal. Vale a pena lá ir só para perceber como é que, à volta da música do Mundo inteiro, que é como quem diz, à volta das diferenças, se juntam pessoas de todas as idades e feitios, com diversos estilos de vida e diferentes credos e saberes, num ambiente de enorme alegria.

Mas a alegria atlântica foi desgraçada por ventos continentais que, soprados de Bruxelas, mudaram a direção da prosa. E para pior.

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Mal DR

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