MODELO DE ECONOMIA AUTOSSUSTENTÁVEL PARA PORTUGAL

Robert Young Jr., especialista norte-americano em economias sustentáveis, vem apresentar a Portugal um Plano Nacional para o desenvolvimento interno independente da conjuntura europeia. Baseado no modelo já implementado no estado norte-americano Oregon – que deixou de ser altamente dependente do estado federal e é hoje economicamente autossustentável –, o programa prevê o pagamento da dívida soberana a 25 anos e coloca Portugal como “um país de sucesso económico”. ‘Como Portugal pode mudar o mundo…outra vez!’ é o tema do almoço-conferência que decorrerá no American Club of Lisbon dia 12 de junho.

Poderá Portugal manter e reforçar o crescimento económico que tem vindo a registar? E terá como fazê-lo de forma autossustentável, promovendo o desenvolvimento interno sem depender da conjuntura económica europeia e arriscar uma nova crise? Robert Young Jr., especialista em Desenvolvimento Económico Sustentável e professor da Universidade do Texas, Austin, nos Estados Unidos, acredita que sim. E vem propor um Plano Nacional com uma abordagem única para resolver a crise da dívida soberana – e saldá-la num prazo máximo de 20/25 anos: dinamizar a economia, criar emprego, e transformar Portugal num país sustentável e autossuficiente.

‘How can Portugal change the World . . . Again !’ (‘Como Portugal pode mudar o mundo…outra vez!’ é o tema do almoço-conferência que junta no American Club of Lisbon empresários, políticos, economistas e académicos de olhos postos no futuro. O Plano que Young debaterá no American Club of Lisbon já foi apresentado a Marcelo Rebelo de Sousa e a António Costa, no fim de 2016, e tem por base um novo modelo económico baseado no desenvolvimento interno e no desenvolvimento sustentável. O documento foi então remetido pelo gabinete do Primeiro Ministro para o Gabinete do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes. Trata-se de uma estratégia para a recuperação nacional cuja implementação permitirá iniciar o processo de cancelamento do Plano Nacional de Dívida e baseia-se no modelo bem-sucedido já aplicado no Oregon, tornando-o num estado economicamente autossustentável.

“Portugal, considerando a sua dimensão e história, pode vir a tornar-se, através do desenvolvimento interno, não apenas um sucesso económico, mas um exemplo global de uma nação ecológica e socialmente sólida”, afirma Robert Young. “Portugal poderá ajudar não só a elevar o seu próprio nível de prosperidade, mas a fazer com que a União Europeia, com todas as suas melhores aspirações, se torne numa expressão próspera de liderança global”.

Robert Young, que já trabalhou como consultor de três governadores norte-americanos (a republicana Christine Todd Whitman, de New Jersey, e os democratas Ted Kulongoski and John Kitzhaber, do Oregon) defende que Portugal tem todo o potencial para importar este modelo que assenta num programa integrado entre todos os Recursos Naturais do país e que conduzem à Independência “Energética”. Segundo Young, os sete pontos fundamentais onde assenta o investimento são: o oceano, o sol, o vento, os rios (a água), a agricultura, os transportes e a educação. O modelo, antes implementado no Estado de Oregon, foi descrito pelo ‘New York Times’ como “o esforço mais abrangente de uma universidade dos EUA para infundir sustentabilidade em seus currículos e alcance comunitário”.

A acompanhar o professor do Texas vem ainda Thomas Osdoba, especialista com larga experiência em financiamento de infraestruturas verdes, desenvolvida durante seu mandato como vice-presidente das iniciativas verdes em Washington D.C. e como Diretor Geral do Centro de Negócios Sustentáveis na Universidade de Oregon, que integra a equipa que trabalhou com Young neste case study do Oregon.

Segunda-feira, 12 junho 2017, 14h00
AMERICAN CLUB OF LISBON
R. Tomás Ribeiro 115, Lisboa

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