Investidores internacionais e startups reunidos no ISCTE

O BGI está no Top 100 dos melhores programas de aceleração  de startups tecnológicas a nível mundial e recebeu, nesta 7ª edição, 211 candidaturas de 28 países. As dez startups escolhidas (de seis países) vão, de 18 a 22 de julho, integrar um “bootcamp” de aceleração intensivo com a vinda ao ISCTE de 30 peritos e investidores internacionais. Dia 22, investidores de capital de risco irão potenciar contactos exploratórios nos EUA. Em seis edições, dos 117 projetos que passaram pelo BGI, 74 empresas ativas angariaram 80 milhões de euros em investimento.

 

O Building Global Innovators (BGI) – o acelerador de startups de base tecnológica  promovido pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e o Programa MIT Portugal em parceria com o Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) – vai organizar em Lisboa, no dia 22 de julho, uma sessão de networking com investidores internacionais  para conhecerem as dez startups selecionadas da  7ª edição que agora se inicia.

A partir de 211 candidaturas de 28 países (entre os quais e pela primeira vez do Afeganistão, Ilhas Åland [Finlândia], Albânia, Camarões, Dinamarca, Ilha de Man, Quénia, Luxemburgo, África do Sul e Uganda) foram selecionadas dez startups  que irão participar no processo de aceleração intensivo durante o qual têm acesso a apoio “in-kind avaliado em mais de 1 milhão de euros. O programa de aceleração culmina em novembro com o “demo day e atribuição de 100 mil euros em investimento da Caixa Capital, área de capital de risco do grupo Caixa Geral de Depósitos, sponsor da aceleradora. Todas as startups continuam a receber apoio até cinco anos após a graduação, sendo apresentados à rede internacional de mentores, investidores e potenciais parceiros ou clientes que o BGI lhes proporciona.

O lote de dez equipas que o BGI anunciou para esta 7ª edição conta com cinco empresas portuguesas e outras cinco de Hong Kong, África do Sul, Brasil, Reino Unido e Dinamarca (ver lista das empresa no anexo “Batch Announcement”). Os projetos incluem áreas da Saúde (Dispositivos Médicos e Tecnologias de Saúde), Cidades Inteligentes (Smart Cities) e Tecnologias de Informação (Smart/Big Data). Nesta 7ª edição os projetos vão desde a inteligência artificial para assistir manobras de ressuscitação cardiopulmonar (com ‘feedback’ fisiológico em tempo real) até uma ferramenta reabilitação fisioterapeuta, passando por uma nano-particula de ouro extremamente inovadora que combina de forma única propriedades anti-microbianas e generativas.

Entre os dias 18 e 22 de julho as equipas das dez startups selecionadas estarão em Lisboa para participar num “bootcamp” de aceleração intensivo, imersivo e multidisciplinar, envolvendo cerca de 30 empreendedores nacionais e estrangeiros (na maioria industriais, mas também investidores), os quais contribuirão com as suas experiências. E transmitirão, também, as expectativas que em seu entender o mercado mundial tem em relação aos projetos envolvidos. No final, dia 22, as equipas irão fazer uma apresentação informal ao painel.

Adicionalmente ao investimento atribuível em novembro, a empresa selecionada terá ainda a possibilidade de receber um investimento adicional de 100 mil euros da Caixa Capital durante o evento “Caixa Empreender” que irá decorrer em inícios de fevereiro, perfazendo assim um total de até 200 mil euros em investimento de risco. Às restantes startups o BGI proporciona acesso a financiamento através de outros fundos de investimento e capitais de risco portugueses e internacionais.

“O investimento é relevante, mas o mais importante que o BGI oferece, para além do seu ‘know how’ acumulado ao longo de quase sete anos, é o seu programa de ‘mentoring’, o ‘know who’, a rede de contactos a que dá acesso e o acompanhamento que proporciona nos cinco anos seguintes às empresas envolvidas”, afirma Gonçalo Amorim, diretor do BGI. “Não é por acaso que o BGI está no Top 100 dos melhores programas aceleradores de empresas a nível mundial”.

Nos seis edições anteriores o BGI já forneceu mais de sete mil horas de mentoria, facilitando investimentos na ordem dos 80 milhões de euros às 74 empresas ativas que resultaram dos 117 projetos empresariais que passaram pelo programa.

BGI

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